Associação Desportiva para Deficientes seleciona professores voluntários
Candidatos devem ter disponibilidade para os finais de semana.
Atividades serão nas disciplinas de matemática, português e inglês.
Associação Desportiva para Deficientes está selecionando professores voluntários, com disponibilidade para os finais de semana, para reforço nas disciplinas de matemática, português e inglês, em São Paulo.
Os interessados devem enviar currículo para voluntario@add.org.br, e indicar o nome da atividade. Após o envio, é necessário aguardar contato para a marcação de entrevista.
Em 2006, a associação foi condecorada com o selo Organização Parceira oferecido pelo Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP), que é concedido às organizações que mantêm parceria com o CVSP e oferecem programa de voluntário atuante.
Mais informações podem ser obtidas pelo site www.add.org.br ou telefone (11) 5011-6133.
Fonte: Portal G1
Link da notícia: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL715718-9654,00-ASSOCIACAO+DESPORTIVA+PARA+DEFICIENTES+SELECIONA+PROFESSORES+VOLUNTARIOS.html
Rugby em cadeira de rodas

Por Rafael Yamana
Criado por deficientes canadenses na década de 70 o quad rugby (quadriplegic rugby) é praticado como o nome já diz por tetraplégicos. Os participantes são “tetras” onde a lesão é “alta”, altura de c7, c6, c5 (cervical) e lesões incompletas fazendo com que os membros superiores tenham movimentos.
O esporte é simples em seu objetivo, praticado em uma quadra com as mesmas dimensões de uma quadra de basquete, participam oito jogadores, dois times de quatro atletas que brigam pela bola buscando o objetivo que é passar com a bola pela linha do gol como no rúgbi e no futebol americano, marcar o touchdown.
O jogo que lembra uma batalha em um coliseu romano utilizam cadeiras especiais que parecem verdadeiras maquinas de luta, a cadeira é especialmente produzida para o esporte com reforços para não quebrarem durante o jogo.
Juntando agressividade, estratégia e emoção à um esporte que privilegia atletas com lesões altas temos o quad rugby chamado também como murderball (bola assasina) que está cada vez mais ganhando seu espaço, já iniciado nas para-olimpíadas, e um campeonato mundial onde o Brasil começará a lutar pelo seu ingresso no torneio internacional maximus cali que acontecerá na Colombia.
A ABRC Associação Brasileira de Rúgbi de Cadeira de Rodas está sempre lutando para convocar mais atletas e recursos, sempre visando a evolução do esporte.
O filme Murderball Paixão e Glória foi lançado em 2005 e conta a história dos jogadores de rúgbi do Canadá e dos Estados Unidos, indicado ao oscar e premiado no festival de Sundance.
Assista o trailer do fime:
Se interessou?
Quem quiser saber mais do quad rugby em São Paulo pode falar com Rafael Yamana cel. 7668-2995 email: yamanadoido@hotmail.com estamos montando um time e procurando pessoas que queiram ajudar.
No Rio já existem dois times e quem quiser pode saber mais no blog: http://www.rugbyabrc.blogspot.com/
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Copa São Paulo de Kart Adaptado
Copa São Paulo de Kart Adaptado - 1ª etapa - 09 de agosto a partir do 12:00 hs
Entrada franca, quem quiser pode levar 1 kg de alimento não perecível que será doado para uma instituição.

A Copa
A Copa São Paulo de Kart Adaptado é uma iniciativa da Associação VIQUI – Viver com Igualdade, Qualidade e Integridade e a Mingo Racing, em parceria com o Kartódromo Internacional Granja Viana. O intuito é promover a inclusão e participação efetiva das pessoas com deficiência, nas competições de kart.
A idéia faz parte do conjunto de ações promovidas por Paulo Polido, Presidente da VIQUI, em busca inclusão e da igualdade entre pessoas com e sem deficiência.
Através de participações pioneiras em competições esportivas radicais – 1º piloto deficiente no Rally Internacional dos Sertões na categoria Protótipo e a idealizador da 1ª equipe exclusiva de deficientes a participar das 500 Milhas de kart da Granja Viana – Paulo percebeu que não era o único a ansiar o desejo de competir de igual para igual, vivenciando experiências mais radicais. O interesse de outros deficientes em fazer parte dos projetos, o apoio recebido de terceiros, além da grande repercussão na mídia, só comprovaram que o caminho certo foi escolhido. É importante consolidar a presença dos deficientes nesse meio, e em qualquer outro.
Com o apoio dos profissionais da Mingo Racing, que proporciona o preparo, manutenção e adaptação dos karts, o projeto tomou forma e corpo.
Mais informações: www.kartadaptado.com.br
Anômalografado por Carlos
1 comentário »Empresas descumprem cota para deficiente
Comércio paulista inseriu 12.416 pessoas com deficiência no mercado de trabalho de 2001 a abril deste ano, 31% do necessário
Na indústria, 40,5% das vagas obrigatórias foram preenchidas; nos bancos, 53,5%; empresas dizem não encontrar mão-de-obra
FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
A cada 20 minutos, a rádio interna da rede de supermercados Sonda interrompe sua programação musical para solicitar aos clientes que indiquem pessoas com alguma deficiência para trabalhar na empresa.
O apelo feito ao consumidor, que se repete nas 18 lojas do Sonda, é uma das ações da rede de supermercados para tentar cumprir a lei 8.213, de 1991, que estabelece para as empresas cotas (2% a 5% sobre o total de funcionários) para a contratação de pessoas com deficiência.
A Lei de Cotas, que completou 17 anos em julho, não é cumprida pela maioria das empresas dos setores industrial, bancário e comercial.
O comércio paulista inseriu 12.416 pessoas com deficiência no mercado de trabalho de 2001 a abril deste ano -31% do total de vagas (40.215) que o setor precisa criar para cumprir a lei. Na indústria, foram preenchidas 40,5% das vagas necessárias, e, nos bancos, 53,5%.
Para escapar de multas do Ministério do Trabalho, que variam de R$ 1.254,89 a R$ 125.487,95 pelo não-cumprimento da lei, as empresas firmam TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) com o
Ministério Público do Trabalho nos quais se comprometem a contratar pessoas com deficiência em determinado período, geralmente dois anos.
O argumento das empresas é que não conseguem cumprir as cotas porque não encontram essa mão-de-obra. Mais: dizem que, como as pessoas com deficiência recebem um salário mínimo por mês, ficam sem estímulo para trabalhar, já que perdem o benefício. Segundo o IBGE, o Brasil tem 25 milhões de pessoas com deficiência.
O setor de supermercados começou a se mexer com mais força para o cumprimento da cota no final de 2007, especialmente em São Paulo, quando a SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo) intensificou a fiscalização no setor.
Entre 2005 e abril deste ano, 43 redes de supermercados foram convocadas na cidade de São Paulo pela superintendência para contratar pessoas com deficiência -26 redes cumpriram as cotas e outras 17 receberam 35 autos de infração.
“Esse setor não demonstra interesse em cumprir a cota de deficientes e não existe a menor justificativa para isso. As redes firmam TACs com o Ministério Público para não serem fiscalizadas. Mas vamos fiscalizar independentemente de TACs”, diz Lucíola Rodrigues Jaime, superintendente da SRTE-SP.
Discriminação
Há dois anos, segundo ela, o órgão que comanda tenta fazer um pacto com o setor. “Não vejo boa vontade nas redes. Elas não aceitam contrapartidas, que seriam capacitar as pessoas, criar banco de dados de pessoas com deficiência e fazer campanhas para diminuir a discriminação e o preconceito.”
A rede Sonda afirma que contratou neste ano 80 pessoas com deficiência e que outras 30 começam até o dia 11 nas lojas -isso corresponde a cerca de 2% dos funcionários (4.900). Pelo porte da empresa, ela tem de ter 5% dos funcionários com deficiência ou 245 pessoas.
“Mostramos com relatórios que estamos procurando e admitindo pessoas com deficiência. A rede contratou uma psicóloga só para cuidar disso e duas pessoas em cada loja são fluentes em linguagem de sinais”, afirma Adelia Amaro, gerente de RH da rede Sonda.
O Grupo Pão de Açúcar, dono das redes de supermercados Extra, Pão de Açúcar e CompreBem, está distante do cumprimento da lei. Com cerca de 65 mil funcionários, o grupo deveria ter em seu quadro 3.250 pessoas com deficiência, mas tem apenas 400.
“Sabemos que estamos distante do cumprimento da cota, pois há dificuldade para achar as pessoas. Mas, independentemente de lei, o grupo tem um trabalho em cima de diversidade”, diz Eliana Ponzio, gerente de RH do grupo.
O Carrefour tem 1.230 portadores de deficiência contratados em suas lojas, postos de combustível, farmácias e centros de distribuição. A rede fez acordo com a superintendência de São Paulo para contratar os demais profissionais necessários (970) para cumprir a lei de cotas e desenvolve programas para integrar mais portadores ao mercado de trabalho.
A rede de supermercados Dia%, do grupo Carrefour, afirma que emprega cem pessoas com deficiência nas suas 300 lojas no Estado.
Para Valdirene Silva de Assis, vice-coordenadora nacional de Combate à Discriminação do Ministério Público do Trabalho, as empresas não conseguem cumprir a cota porque são muito exigentes nos quesitos. “Há preferência por pessoas com deficiências leves, e o custo para assegurar condições de acesso para o funcionário especial nem sempre é algo com que o empregador quer arcar.”
Fonte: Folha de São Paulo
1 comentário »Portador de deficiência pode contestar laudo na Justiça
DA REPORTAGEM LOCAL
Portadores de deficiência que quiserem participar da seleção para vagas temporárias dentro da cota para deficientes serão submetidos ao laudo de uma equipe multidisciplinar, que comprovará a veracidade da alegação da deficiência.
Os que se sentirem prejudicados por esse laudo deverão contestá-lo na Justiça Federal, e não em âmbito administrativo, de acordo com a Esaf (Escola de Administração Fazendária). Após a decisão dessa equipe não cabe recurso.
Em concursos regulares, a avaliação da compatibilidade da deficiência com a função acontece durante o estágio probatório -período inicial de trabalho em que o servidor mostra que é apto. Em vagas temporárias, esse estágio não existe.
Fonte: Folha de São Paulo
Sem comentários »Deficiente ganha posto de atendimento na zona leste de SP
Da Redação
Em São Paulo
A Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), instituição que trabalha com a inclusão das pessoas com deficiência, inaugura nesta quinta (31), em São Paulo, um posto avançado de atendimento. O centro fica na rua 21 de Abril nº 1000, Bresser, na zona leste.
A posto é uma parceria com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que tem um Centro de Inclusão Social do Passageiro Especial no mesmo endereço.
A Avape oferece aos deficientes, gratuitamente, reabilitação clínica e profissional, capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho. Cerca de 250 pessoas serão atendidas por dia.
Os interessados devem pré-agendar um horário pelo telefone 0/xx/11/5021-3838, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Fonte: Portal Uol
Link da notícia: http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2008/07/29/ult880u7167.jhtm
Cota para deficientes faz 17 anos, mas só funciona com fiscalização
Da Agência Brasil
Há 17 anos, uma lei que até hoje não é plenamente respeitada entrava em vigor: a que determina cotas para pessoas com deficiência em empresas com mais de cem funcionários.
A data de aniversário de sua promulgação, no dia 25 de julho, foi lembrada pelo assessor de fiscalização do trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), Rogério Reis, embora admitindo que as empresas ainda não têm cumprido completamente as cotas - especialmente as públicas, onde a contratação é feita por concurso e a rotatividade de funcionários é baixa.
“As empresas não têm cumprido [a lei] ainda na sua integralidade. Tanto é que temos feito a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho mediante ação fiscal”, disse Reis.
Segundo ele, apesar da lei vigorar desde 1991, só em 2000 a fiscalização passou a ser feita e, em 2005, se tornou obrigatória no planejamento das regionais do ministério.
Reis diz que a fiscalização desde então tem sido intensa. Em 2007, foram 22.314 pessoas inseridas no mercado de trabalho por meio de autuações da fiscalização. Neste ano, até junho, foram 11.139.
“A meta é fazer com que todas as empresas cumpram a cota. Mas nós queremos pelo menos manter o mesmo número do ano passado”, observou. A lei faz uma graduação que vai de 2% a 5% de cotas, dependendo do número de empregados.
Quando indagado se o próprio ministério cumpre a cota, ele explicou que, assim como outros órgãos, os empregados do MTE são regidos pela lei 8.112, e não pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e que, por isso, segue um regime de cotas diferente.
“Essa lei de cotas só vale para a CLT. No caso dos ministérios e outros órgãos que são regidos pela 8.112, existem cotas de até 20% para pessoas com deficiência nos concursos públicos.”
Fonte: Portal Uol
Link da notícia: http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2008/07/28/ult880u7159.jhtm
Acessibilidade pra ontem!

Saiu na mídia….
VEJAM ESSE ANUNCIO E ESSE PRAZO, 02/12/2008 PARA EMPRESAS ESTAREM ADAPTADAS SOB PENA DE MULTA
A sua empresa precisa adaptar as suas instalações para permitir a acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. A adequação, exigida por lei, requer diversas reformas que precisam ser cuidadosamente planejadas e que demandam tempo de execução. Elas devem ficar prontas antes do dia 2 de dezembro de 2008, prazo determinado pelo decreto nº 5.296 de 02/12/04.
A partir de dezembro de 2008 as empresas que não tiverem adequado as suas instalações poderão ser autuadas e multadas. Supermercados, bancos, hotéis, lojas, restaurantes, teatros e cinemas são empresas que recebem clientes em suas instalações. Porém, a obrigatoriedade da adequação abrange a todas empresas.
O artigo nº. 18 do decreto afirma que a construção, ampliação ou reforma de edificação de uso coletivo deve atender a acessibilidade em todas as partes comuns ou abertas ao público. As empresas precisam ter como referências básicas as normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Lei nº 10.098 de 19/12/00 e as regulamentações contidas no decreto.
Para saber como se adequar às normas vigentes e evitar penalizações. Veja como algumas empresas estão se adaptando à nova realidade. Conheça a posição e a atuação do Governo e do Ministério Público.
Não perca essa oportunidade de avaliar as melhores maneiras para se adaptar à nova legislação e evitar multas.
Anômalografado por Tabs ; )

Indústria é o setor que mais inclui deficientes em São Paulo
O Globo
SÃO PAULO - Balanço da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) referente ao cumprimento da Lei de Cotas no estado para o primeiro quadrimestre de 2008 mostra que a indústria de transformação é líder na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. São Paulo responde por 42,77% das quotas em todo o país.
O estado precisa preencher 257.686 vagas e já conseguiu a inclusão de 82.301 pessoas com deficiência, o que representa um percentual de inserção de 31,94%. Desse total, a indústria participa com 31,36% da quota, tendo que preencher 80.799 vagas para deficientes. Até abril deste ano o setor alcançou um percentual de 40,46% de inclusão, inserindo 32.688 trabalhadores pela Lei de Cotas.
Respondendo pela terceira posição em relação ao tamanho da quota (15,61%), o comércio teve o segundo maior índice de inclusão, com 30,87% de inserção, totalizando 12.416 pessoas com deficiência empregadas.
A seguir, o setor de serviços, cuja quota representa 16,98% do total de vagas, conseguiu a inserção de 21,83% da meta, totalizando 9.556 trabalhadores. Somados, os três setores, conforme a Cnae (Classificação Nacional de Atividades Econômicas, respondem por 63,95% da quota no estado de São Paulo.
Os resultados refletem o alcance do Programa de Inclusão das Pessoas com Deficiências no Mercado de Trabalho desenvolvido dentro do Programa de Ação Interinstitucional da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Executado exclusivamente no Estado de São Paulo, o Programa prevê sensibilização e orientação para empresários, bem como prazos ampliados para o cumprimento da Lei de Cotas, com monitoramento mensal das metas de inclusão das empresas por parte da Superintendência.
- Não buscamos meramente a aplicação de multas. Neste caso, autuação é falta de resultados. Sem deixar de lado nosso papel de fiscais, o que pretendemos com o programa é o fortalecimento do nosso papel de agentes de transformação social, com a efetiva inclusão das pessoas com deficiência - comenta a superintendente Lucíola Rodrigues Jaime.
Fonte: O Globo
Link da notícia: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/07/21/industria_o_setor_que_mais_inclui_deficientes_em_sao_paulo-547337573.asp
SP terá 80 táxis adaptados para transporte de deficientes
Tarifa cobrada será a mesma dos demais táxis que circulam pela cidade.
Veículos são minivans com teto mais alto para transporte do cadeirante.
A Prefeitura de São Paulo apresentou nesta quarta-feira (23), em evento na Zona Sul, um modelo de táxi adaptado para o transporte de passageiros com deficiência física ou mobilidade reduzida. A tarifa cobrada será a mesma dos táxis. O governo municipal irá emitir 80 novos alvarás de táxi que prestarão serviço específico para os cadeirantes.
Os veículos modificados são minivans que precisarão seguir as especificações determinadas pela prefeitura. Entre as mudanças exigidas no táxi, estão um teto maior na parte de trás do veículo para que o passageiro possa ser transportado na cadeira de rodas e a instalação de equipamento para viabilizar embarque e desembarque do cadeirante.

Minivan adaptada para transporte de cadeirantes em São Paulo (Foto: Luciana Bonadio/G1)
Os taxistas que já possuem alvará poderão participar do sorteio, cuja inscrição será feita na Secretária de Transportes, mas precisará migrar para o novo serviço. “Não pode uma única pessoa acumular dois alvarás. O taxista vai ter que largar o outro”, afirmou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que participou do lançamento do projeto na sede da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), na Zona Sul.
O prefeito afirmou que será exigido do taxista que ele preste serviço apenas para os portadores de deficiência. “O proprietário do veículo que tem esse alvará e utilizá-lo de maneira diferente terá cassado seu alvará e as multas serão bastante expressivas”, afirmou o prefeito. Kassab espera que a demanda seja “expressiva” e afirmou que há a possibilidade de outros alvarás serem liberados.
O custo da adaptação, de acordo com a prefeitura, será de R$ 20 mil a R$ 25 mil – sem incluir o valor do veículo. Os táxis ficarão distribuídos em pontos em diversas regiões da cidade, principalmente perto de hospitais especializados no tratamento de deficientes. A prefeitura promete disponibilizar ainda um serviço de radiotáxi para facilitar o acesso dos deficientes aos veículos.
A regulamentação do serviço será publicada nos próximos dias em portaria no Diário Oficial do Município. O prefeito preferiu não falar em prazos para que os táxis comecem a circular pela cidade. “A nossa meta é que o mais rápido possível esse serviço esteja à disposição de todos os cadeirantes.”
O secretário Municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, informou que a adaptação do veículo pode demorar de 45 a 90 dias, dependendo da empresa escolhida para fazer o serviço. Mas a prefeitura espera que ela seja mais rápida e ocorra dentro de 30 dias após o sorteio. Depois da instalação dos equipamentos, será feita uma inspeção para atestar que o veículo fez as mudanças necessárias.
Mudanças em veículo
Uma empresa foi a responsável pelos estudos que levaram ao modelo que a prefeitura irá adotar. De acordo com o gerente comercial da empresa, Raul de Oliveira Neto, os veículos terão espaço para mais duas pessoas, além do cadeirante e do motorista. A grande preocupação foi com a segurança do deficiente. “Os riscos de acidentes foram muito minimizados. O teto é alto, por exemplo, para atender a um universo maior de cadeirantes”, disse.
A iniciativa foi comemorada por deficientes presentes no evento. Uma delas é a assessora de gabinete Flávia Maria de Paiva Vital, que trabalha na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Ela participou de uma demonstração dos mecanismos do novo táxi. Para Flávia, os novos veículos devem garantir a autonomia aos deficientes. “O táxi acessível é uma demanda antiga das pessoas com deficiência e preenche uma lacuna no transporte público”, disse.
Fonte: Portal G1
Link da notícia: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL689195-5605,00.html