Primeiras células-tronco embrionárias brasileiras são desenvolvidas pela USP
Lilian Ferreira
Da redação
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) produziram as primeiras células-tronco embrionárias humanas do Brasil.
É o primeiro resultado prático obtido no país desde a legalização das pesquisas com embriões humanos, pela Lei de Biossegurança, em 2005. Questionada na Justiça, a lei foi reconfirmada em maio deste ano pelo Supremo Tribunal Federal.
Para obter a linhagem estável, cientistas do Instituto de Biociências da Universidade usaram 35 embriões que estavam congelados em clínicas de fertilização in vitro —e que foram doados pelos genitores.
A pesquisa da USP começou em 2006 e conseguiu a primeira linhagem células-tronco embrionárias há cerca de três meses. Somente agora, contudo, Lygia da Veiga Pereira, líder do grupo de pesquisa, diz poder afirmar que as células produzidas são realmente células-tronco embrionárias.
“Observamos características mínimas que nos dão a certeza de que as células produzidas são células-tronco embrionárias. Elas são pluripotentes, ou seja, têm capacidade de se tornar diferentes tipos de células. Já conseguimos que elas virem células musculares e neurônios”, explica.
Segundo a pesquisadora, as células-tronco embrionárias foram testadas em animais e o efeito foi muito positivo, superior ao resultado obtido com células-tronco adultas. “A melhora em testes para Parkinson e lesões da medula, por exemplo, é muito boa. Mas ainda precisamos de mais resultados para fazermos testes clínicos em humanos. O modelo animal ainda deve se manter forte aqui no Brasil”, salienta.
Já nos Estados Unidos, Pereira aponta que o grupo Geron entrou com pedido no FDA (Food and Drug Administration), órgão regulamentador do país, para começar os testes clínicos em humanos. “Esse tipo de teste ainda não foi aprovado, mas em um ano as primeiras aplicações já devem ocorrer”, sentencia.
Para ela, a autonomia em relação a linhagens estrangeiras representa o principal avanço para a pesquisa nacional. “Agora que conseguimos desenvolver células-tronco embrionárias no Brasil, não dependemos mais de células vindas de outros países para realizar nossas pesquisas”.
“Estamos dez anos atrasados em relação ao mundo. Em 1998, surgiu a primeira linhagem de células-tronco embrionárias nos Estados Unidos. Mas isso não quer dizer que temos que evoluir dez anos. Já usamos as metodologias mais modernas”, pontua a pesquisadora.
Lei de Biossegurança
A pendência quanto à legalidade da lei não impediu a pesquisa, mas atrapalhou. “Como o governo manteve o financiamento, a pesquisa continuou sendo desenvolvida enquanto a ilegalidade do uso de células embrionárias era discutida. Mas isso gerava insegurança. A pesquisadora Ana Maria Fraga teve sua bolsa negada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) porque o órgão não podia se comprometer a pagar o auxílio por cinco anos sendo que a pesquisa poderia se tornar ilegal em pouco tempo”, diz Pereira.
Fonte: Uol
Link da reportagem: http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2008/09/30/ult4477u1010.jhtm
Cães voluntários ajudam na recuperação de crianças doentes e deficientes
RAFAEL BALSEMÃO
da Revista da Folha
Um pouco antes das 14h de toda quinta-feira, a gerente de enfermagem Carla Dias, 47, já se prepara para enfrentar uma maratona de perguntas: “Tia, cadê o Joe?” Como todo paulistano que enfrenta diariamente o trânsito pesado da cidade, ele raramente consegue ser pontual. “Está chegando”, despista ela.
Maria do Carmo/Folha Imagem

Patrícia tem leucemia e está no GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), onde Joe faz a festa
Carla só relaxa após 40 minutos, quando Joe Spencer Wood Gold entra no hospital do GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), na Vila Clementino, com o crachá no pescoço. Golden retriever de quatro anos, Joe é voluntário. Sua missão é arrancar sorrisos de quem está na sala de quimioterapia, etapa sofrida do tratamento contra o câncer. “Ele é limpinho, a gente pode passar a mão”, se diverte Rafael Basílio, 12, que tem um tumor ósseo.
A presença de animais é comum em hospitais dos Estados Unidos há décadas. No Brasil, o método ganhou popularidade no final dos anos 1990 e, a cada ano, ganha novos adeptos. É chamado de zooterapia ou terapia assistida por animais, usada em crianças, idosos e pessoas com deficiência.
Milagre dos animais
A presença de Joe no hospital é uma forma de “olhar para as crianças como elas são, sem o foco na falta de cabelo”, nas palavras de Carla. Servicinho moleza para um cão tranqüilo e de pêlo impecável.
Maria do Carmo/Folha Imagem

Fernanda Fernandes, 18, com o cão Mike, 7, durante uma visita à escola Nova Meta
Quem leva Joe ao GRAACC é a funcionária pública Luci Lafusa, 53. O golden deu seu primeiro passo para o voluntariado aos seis meses, em 2004. Suas donas assistiam a um documentário da Animal Planet sobre o milagre dos animais. Luci e a irmã, Ângela Borges, tiveram a certeza de que Joe poderia fazer o mesmo.
Elas não se enganaram. O animal foi levado para uma escola de adestramento, onde ficou um ano, até estar pronto para ser um verdadeiro voluntário. Os primeiros agraciados com a doçura do cão foram os moradores de um asilo. Combinação perfeita. “Os velhinhos gostam muito de atenção, e o Joe adora carinho”, conta Luci.
Deu tão certo que a procura pelos serviços do golden só cresceu. Hoje, a agenda dele está lotada. Tem compromissos todos os dias da semana. Para freqüentar o hospital do GRAACC, por exemplo, Joe cumpre uma série de requisitos. Vacinação em dia, claro, é obrigatória. Toma banho toda quinta. Vai ao veterinário uma vez por mês, no mínimo. O pêlo é escovado, religiosamente, a cada manhã com uma solução feita à base de álcool e cravo-da-índia. Os dentes são escovados três vezes por semana. Ainda recebe doses de vitamina. Tudo para ser aprovado pela comissão de controle de infecção hospitalar e não surgir nenhuma suspeita de que o bicho possa levar alguma doença para lá.
Nem sempre foi assim. “Há dez anos, as pessoas tinham muito medo de que o cachorro transmitisse doenças, e havia uma dificuldade em acreditar que o tratamento com os animais pudesse trazer algum benefício”, diz o zootecnista Alexandre Rossi, coordenador da organização Cão Cidadão (www.caocidadao.com.br).
Terapia canina
Sexta-feira é o dia de Joe visitar a casa de apoio do GRAACC, onde se hospedam as crianças de fora da capital em tratamento. Após uma semana de muito trabalho, o cão não consegue esconder a estafa. “Ele chega bem cansado. Até cochila”, conta Patrícia dos Santos, 14, que tem leucemia e deixou sua casa, em Cubatão (56 km de SP), em outubro do ano passado. “Mas ele acorda rapidinho”, emenda ela. Desperto, Joe é só animação. “Todo mundo tira foto com ele. Eu tenho muitas”, gaba-se Patrícia.
Joe acorda por volta das 5h. Toma seu café da manhã ao lado das donas. Elas saem para trabalhar e deixam o cão com a beagle Samy e a belga Dara, que, segundo as donas, não têm nenhuma vocação para o voluntariado. “Elas são meio problemáticas. Acho que precisam de terapia”, diverte-se Luci.
Maria do Carmo/Folha Imagem

Júlia Reis, 5, que tem síndrome de Down, brinca com Golda; segundo educadores, cães contribuem para que ela melhore a fala
Sem poder contar com a ajuda das “meninas” e diante do aumento da procura por Joe, Luci e Ângela foram atrás de outros ajudantes. Daí, montaram o projeto “Joe, o Amicão, e os Cãopanheiros”. A idéia é incentivar outros paulistanos a transformarem seus pets em “terapeutas” (informações pelos tels. 0/xx/11 9517-6159 e 9674-0429). O projeto deu certo. Joe ganhou sete “cãopanheiros”.
Em São Paulo, há filas de espera por um cão voluntário. A escola Nova Meta, na Pompéia, onde estudam 30 crianças com deficiência, acaba de receber a ajuda de Golda, 2, e Mike, 7, dois golden retriever. A dupla faz parte do projeto “Cão Terapeuta”, da Cão Cidadão, e visita a instituição a cada 15 dias.
Os bichos aguardam a ação das crianças para interagir. “E elas se sentem mais seguras para brincar”, conta Márcia Fleury, 43, diretora da escola e neuropsicóloga.
Eles foram treinados para não reagir com agressividade às brincadeiras. Pegue como exemplo o caso de Júlia Carneiro, 12. Ela tem autismo, não fala e interage com o mundo a partir de tapinhas. “A doçura dos cães faz com que ela contenha a força durante os movimentos”, explica Márcia.
Júlia Reis, 5, tem síndrome de Down. Segundo os educadores, a presença dos cães contribui para que ela melhore a fala. No começo, a menina nem almoçava. “Só queria comentar em casa que tinha dado comida para o cachorro”, empolga-se a pedagoga Selma Roos Reis, 39, mãe de Júlia.
Não pense que os bichinhos fazem só a cabeça da criançada. A Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração (www.projetocao.org.br) atende a 300 idosos em quatro asilos paulistanos no projeto “Cão do Idoso”. O trabalho é feito por 60 cachorros. O sucesso da iniciativa é tamanho que os visitados até capricham no visual quando sabem que terão a companhia dos bichinhos.
Afinal, não é todo dia que a gente recebe um “amigão”.
É bacana ter eles por perto
- Aumenta a sociabilidade e o sentimento de auto-estima
- Desenvolve ação calmante e antidepressiva e, por tabela, pode reduzir medicamentos
- Diminui a ansiedade, a pressão sangüínea e cardíaca e o estresse
- Melhora a capacidade motora e o sistema imunológico
Fontes: Carla Dias (GRAACC), Flávia Lopes (Cão Cidadão) e Silvana Prado (Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração)
Link da reportagem: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u450014.shtml
2 comentários »Brasileiras são cobaias em tratamentos
Elas pagaram para testar experimentos controversos
Quando eu falo em melhorar, tem muita gente que olha com uma cara de ‘Coitada, iludida’, sabe?”, conta Daniela Bortman, estudante de medicina.
“Eu acredito que eu volto a andar, sim. E eu acredito que eu vou sair dessa cadeira de rodas”, diz Camila Magalhães, estudante de ciências sociais.
Camila e Daniela são duas jovens que têm em comum uma firme determinação: recuperar os movimentos do corpo. Daniela ficou tetraplégica em 2006, num acidente de carro em Taubaté, interior de São Paulo - história que o fantástico contou três semanas atrás.
Camila foi vítima de bala perdida no Rio de Janeiro há dez anos.
“Minha vida mudou completamente. Meus objetivos, minha realidade foi completamente alterada”, diz Camila.
As duas estudantes aceitaram o risco de se submeter a um tratamento ainda não testado pela medicina convencional em seres humanos e condenado pelos cientistas. Elas receberam um implante de células-tronco no exterior. Camila, em Portugal; Daniela, na China.
“Células-tronco são células que têm o potencial de formar diferentes tecidos, de recuperar tecidos que estão lesados. Então para doenças neuromusculares, para pessoas com parkinson ou diabetes vai ser o futuro da medicina regenerativa”, explica Mayana Zatz, geneticista da USP.
O repórter Pedro Bassan acompanhou a temporada de Daniela na China. Entre jardins chineses cuidadosamente desenhados está a clínica do Doutor Huang, o destino da longa jornada de Daniela. Mais de 1,3 mil pessoas de vários países já foram ao local em busca de tratamento. E o mundo continua olhando para cá com uma mistura de dúvida e esperança.
Desafiando as críticas dos cientistas, o Dr. Huang vai aplicar em Daniela os métodos que defende. Ele cultiva células do sistema olfativo, retiradas do nariz de fetos abortados aos 4 meses de gestação. Na china, o aborto é legalizado.
Huang implanta as células na medula de pacientes paraplégicos ou tetraplégicos. Segundo o médico chinês, essas células têm o poder de regenerar áreas lesionadas da coluna.
No Brasil, a geneticista Mayana Zatz, da USP, faz críticas radicais ao experimento.
“Não se recomenda o tratamento do Doutor Huang. Já houve casos de pacientes que tiveram meningite, que tiveram pneumonias, que tiveram infecções. Ninguém sabe o que ele está injetando”, alerta Mayana.
Depois de quatro horas de cirurgia, a maca trazendo Daniela surge no corredor. O Doutor Huang diz que as melhoras podem aparecer já no primeiro dia depois da operação. Na manhã seguinte, Daniela nota um movimento diferente no punho.
“Ele fez os exames do braço agora e eu tenho esse movimento de punho que eu não tinha antes. Apenas 26 horas depois da cirurgia já apareceu a primeira melhora grande. A primeira de muitas, se Deus quiser”, comemora Daniela.
Daniela e o pai chegaram ao Brasil na terça-feira passada. Onze dias depois da cirurgia do Doutor Huang, a vida voltou ao normal. A estudante de medicina fez até prova na faculdade. Mas houve alguma outra melhora?
“Houve. Voltei a transpirar. Foi uma coisa que desregulou. Depois do acidente, não suava mais. Tenho sensações nas pernas e nos braços que eu não tinha antes”, garante a jovem.
O pai de Daniela, neurocirurgião, conta que ficou surpreso com os avanços, mas está cauteloso.
“A gente não pode encarar a clínica do Doutor Huang como uma tenda dos milagres”, diz ele.
Mayana Zatz não acredita em uma evolução tão rápida. Em testes com animais, os resultados levam meses para aparecer.
“Na realidade são injeções de ânimo. Ela está com muito mais otimismo e isso faz uma diferença impressionante na recuperação das pessoas. Muitas das coisas que ela achava que não podia fazer, na realidade, ela consegue fazer”, defende Mayana.
Outros três brasileiros fizeram tratamento com o Dr. Huang. A paraplégica Kelly á consegue andar com a ajuda de próteses modernas. Os médicos, porém, ainda não sabem dizer se a melhoria se deve ao implante.
Tão polêmico quanto o colega chinês, o médico que operou Camila há dois anos, em Portugal, também usa células-tronco do nariz. Mas o material é retirado do próprio paciente, e não de fetos.
“A Camila está no grupo dos melhores doentes em termos de recuperação”, elogia o neurocirurgião Carlos Lima.
“Eu melhorei muito a sensibilidade, o equilíbrio do tronco, já estou com movimentos que eu não tinha nas pernas”, afirma Camila.
“A Camila acho que vai muito bem”, concorda Carlos.
Em imagens feitas num centro de reabilitação na Itália, Camila arrisca os primeiros passos com a ajuda de aparelhos. Mas não se sabe o quanto dessa recuperação pode ser atribuída ao implante de células-tronco ou ao trabalho de fisioterapia.
As duas estudantes apostaram alto. Daniela gastou R$ 40 mil. Camila, R$ 93 mil por uma cirurgia de resultado incerto.
“Não se pode cobrar por experiências terapêuticas. Isso fere todos os princípios éticos. Uma vez que você injeta células-tronco, você não sabe o que vai acontecer no corpo”, alerta Mayana.
Existe até mesmo o risco de que as células se transformem em tumores. Resultados seguros ainda devem demorar alguns anos para aparecer.
“Talvez três, cinco, dez anos. Mas é muito importante deixar claro que a gente vai chegar lá. Existem inúmeros cientistas que têm a mesma pressa que os pacientes, mas que estão preocupados em não arriscar, em não fazer nenhum tratamento que possa pôr em risco a vida dos pacientes”, resume a geneticista.
“O que importa para mim é sair dessa. O que tiver que fazer para isso eu vou fazer”, garante Daniela.
“Sair da cadeira de rodas, acredito sim. Nem que seja andar numa muleta, pra andar com algum andador”, contenta-se Camila.
“Talvez eu esteja me iludindo, mas é desse jeito que eu consigo viver, só desse jeito”, confessa Daniela.
Fonte: Fantástico
Link da reportagem: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL768221-15605,00.html
Ontem foi a vez do Rio!!
“É pra se alegrar, a idéia é SuperAção, na maravilhosa, na maravilhosa…
Ééééé pra celebrar, a idéia é SuperAaaaação, na maravilhosa, na maravilhosa”

Copacabana, Marcio e o Pão de Açucar
50 voluntários de São Paulo que pegaram o ônibus na madrugada de sábado pra domingo (entre eles, a galera do apoio, a galera da comunicação, a galera cadeirante, a galera da arte), sejam as bandas convidadas que arrasaram, sejam as pessoas com ou sem deficiência que chagaram ali na hora, às pessoas que estavam passando e foram surpreendidas pela nossa festa com puro alto astral, ao Sergião Loroza que mandou muito bem como mestre de cerimônias, ao Gabrielzinho do Irajá pelas sábias palavras apesar da pouca idade e pelo samba, à bateria da Portela, ao Marcelo Yuka, à Nena, e todo mundo que estava presente fisicamente ou de coração!!!
Valeu SuperAção plantando sementes por onde passa, primeiro em São Paulo, depois no Rio, pra seguir pelo Brasil e pelo mundo.
Depoimentos:
“Pra mim foi a maior honra ter participado dessa passeata com o Movimento SuperAção, fazer as fotos e poder agitar um pouco a galera do Rio de Janeiro com o som da nossa banda.
Acho que foi um sucesso, e o Movimento mostrou mais uma vez porque se
chama SuperAção, foi lá, batalhou muito e conseguiu organizar um
evento digno.
A chuva foi um detalhe a parte que não conseguiu estragar a
manifestação (pacífica).
Copacabana teve um dia chuvoso, mas o que importa foi o Sol que brilhou nos corações dos cariocas e todos presentes nesse dia.
Estou muito orgulhoso de todos que participaram do projeto de alguma
forma e quero deixar os parabéns a essa galera!”
Rapha Bathe – fotógrafo e vocalista da banda Triagem Auditiva
“Pela primeira vez fui na passeata como voluntária do SuperAção, e posso dizer que já incorporei o Espírito do Dragão.
Ver as pessoas na Orla de Copacabana com as “pirocas”(calma gente, são aqueles batecos que a gente enche pra colorir a avenida), curtindo um som e se emocionando com todas as pessoas que participaram da festa, é uma emoção sem fim. Cansaço, frio, dor no pescoço, fome, dor na garganta não me importam, aliás nunca fui tão feliz em sentir tudo isso…Primeiro por estar ao lado de pessoas que já fazem parte da minha vida, todos diferentes mas com a mesma idéia e ideal, unidos por um único objetivo e pelo amor!
Como disse uma senhora a mim e que foi pega de surpresa pela passeata enquanto saia de seu hotel: “_Vocês não têm idéia da emoção que é estar na cidade maravilhosa, vendo essa cena maravilhosa. Chorei do começo ao fim da passeata e peço que vocês não desistam da luta”. Se antes eu já sabia que não ia desistir, agora eu tenho certeza!
Obrigada SuperAção pela oportunidade que me proporcionaram. Em um único final de semana cresci profissionalmente e pessoalmente!”
Yara Alvarez – INCOM - jornalista e assessora de imprensa do M.S. (http://incomblog.wordpress.com/)

Juliana Caldas, sempre presente
Não encontro palavras pra dizer,
se fosse o Tupã diria : “a maior vibe”
General diria: “Não vai subir ninguém”
Carlão diria : “Pô mano”
Tabs diria: “Na maravilhosa na maravilhosa…”
o Presidente diria: “A saga continua”
Agora eu?
Não preciso dizer nada!
Abraços…
Marcio - voluntário e braço direito do Dragão!
Vou tentar descrever não sou muito boa com palavras, mas aí vai…
Um misto de emoções e sensações, 6 horas apreensivas na ida, do tipo, como será?, vai dar tudo certo? (apesar de sermos macacos velhos, estávamos debutando,rs).
Enfim chegamos, e aí é pura adrenalina, não tem mais tempo de pensar, somente agir…e sentir…
Deixar tudo pronto, organizar a galera, fazer contatos, dar os últimos retoques…se preocupar com o operacional, ficar ligada no rádio, ver quem precisa do que, não deixar a galera passar na frente do trio, saber o momento certo de distribuir as pirocas,rs!, sair correndo com várias e várias pirocas na mão, olhar pra trás e ver uma galera, mas uma galera mesmo correndo atrás de você tipo cena de desenho, a galera com fome e te vendo um sanduíche ou um frango sabe?! rsrsrs!. Controlar o trio, anda e para, acelerar mais a galera…enfim…
E mesmo assim, com toda essa ‘preocupação’, sentir não só que o seu corpo,mas também a sua alma estava sendo lavada, em cada sorriso que se via, encontrava-se ali uma semente plantada, sem distinção de credo, raça, idade, condição física, orientação sexual, enfim, ali estávamos todos com o mesmo intuito, e o mais importante, todos multiplicadores…sensação de missão diária cumprida!
Tá bom vai…vou falar da parte ruim…o cansaço…:
- NUNCA SENTI UM CANSAÇO TÃO BOM QUANTO ESSE,rs!!!
“…não precisa ter conta sanguínea, é preciso ter sempre um pouco mais de sintonia, FAMÍLIA…”
Mesmo não tendo conta sanguínea é inevitável, ‘tá no sangue!, no coração, na veia…tá na pele…!
Valeu galera que Supera junto, porque só quem é sabe a dor e a delícia de ser o que é!
Amo vocês, sem exceção…
Avelã Rodrigues - Voluntária do Dragão
Crianças! Valeu Carlão por essa foto!
Essas foram algumas fotos que eu recebi do Rapha Bathe, ainda faltam as da Larinha Miranda e eu quero muito fotos da galera do Rio, quem tiver por favor manda pra nós! hehehe
Eu prometo que publico aqui, pra todo mundo sentir um pouquinho do que foi estar lá!
Também estou no aguardo de mais depoimentos pra colocar aqui!
É isso!
Boa semana a todos, cansados mas certos de que a missão foi cumprida!
E não existe cansaço melhor que este né não?
Anôalografado por Tabs!
Dia 21 de Setembro acontecerá a passeata do Movimento Superação em Copacabana

Dia 21 de Setembro acontecerá a passeata do Movimento Superação em Copacabana.
Com o lema “Respeite a Diversidade”, a caminhada tem o objetivo de despertar na consciência da sociedade, poderes públicos e privados a necessidade de se respeitar o direito de todas as pessoas, independente de credo, raça, sexo, ideologia ou condição física.
Participe!
II FEIRA CULTURAL COLÉGIO PADRE MOYE
Mais um ano o Movimento SuperAção participa da feira cultural do colégio Padre Moye, estaremos vendendo nossos produtos e com a renda faremos doação de uma cadeira de rodas para uma pessoa da comunidade.
Participe!
Endereço: Av. Dep. Emílio Carlos, 318 - Bairro do Limão.
Anômalografado por Carlos
1 comentário »Brasileira fará tratamento com células-tronco
Daniela Bortman ficou tetraplégica e vai receber implante na China.
Uma jovem de 25 anos, estudante de medicina, embarcou neste domingo para Pequim. Daniela Bortman, que ficou tetraplégica após um acidente de carro em 2006, está cruzando o mundo para receber um implante de células-tronco. Um tratamento experimental e polêmico, com um médico que vem despertando tanta esperança quanto controvérsia: o doutor Huang Hongyun.
“Eu não acho que uma paraplegia, uma tetraplegia seja sentença de infelicidade, entende? Porém eu gostaria de conseguir estar feliz na minha condição. E eu sinceramente tento, mas eu não consigo”, diz a estudante de medicina Daniela Bortman.
Há dois anos e meio, Daniela espera por um milagre.
“Para mim essa cadeira não me pertence. Não tem um dia que eu não acorde só para melhorar”, diz Daniela.
Em 1º de abril de 2006, a bela estudante de medicina voltava de uma festa de faculdade em Taubaté, interior de São Paulo. O apartamento de Daniela ficava na mesma rua, mas um colega ofereceu carona.
“A gente nem se preocupou em colocar cinto”, lembra Daniela.
Faltava apenas um quarteirão para chegar ao prédio em que ela morava. Quando eles passaram por um cruzamento, um outro veículo em alta velocidade bateu. A colisão foi tão forte que o carro em que eles estavam foi arremessado para uma árvore.
Os dois motoristas haviam bebido. Daniela fraturou a coluna e perdeu os movimentos do corpo. O rapaz que bateu no carro dela estuda na mesma faculdade. Eles se cruzam todos os dias pelos corredores.
“Ele foi condenado por lesão corporal. Pagou uma ambulância para o hospital. O baque emocional foi proporcional ao trauma físico. Ninguém sabe o que é você depender do outro escovar o teu dente, do outro arrumar o teu cabelo”, conta Daniela.
Por mês, são R$ 13 mil gastos com o regime de internação domiciliar. A família teve que vender uma casa para arcar com as despesas do tratamento. Hoje, Daniela precisa de cuidados especiais 24 horas por dia.
“Isso é o que mais dói nela, é ela ter que depender das outras pessoas”, conta Alberto Bortman, pai de Daniela.
O pai de Daniela é neurocirurgião há 25 anos e cuida de pacientes com a mesma deficiência da filha. Mas dentro de casa, ele se vê impotente. Não pode trazer esperança para quem mais gostaria.
“Ela diz ‘pai, você tem contato com os melhores neurocirurgiões do mundo. E o que você apresenta para mim?’ Você acaba não apresentando nada de muito positivo”, diz Alberto.
Foi numa reportagem do Fantástico, exibida há dois anos, que Daniela viu uma saída. Visitamos a clínica de um médico chinês que vem atraindo pacientes do mundo inteiro, mas que também desperta a desconfiança dos cientistas. O doutor Huang Hongyu. Huang faz experimentos em seres humanos com células-tronco.
Células-tronco são aquelas com o potencial de se transformar em diversos tecidos do corpo e regenerar áreas lesionadas. Representam, hoje, a grande esperança para deficientes físicos, como Daniela.
A cirurgia do doutor Huang é polêmica porque as células são retiradas do nariz de fetos abortados, com até quatro meses de gestação, e implantadas no corpo do paciente. Estas células do sistema olfativo teriam uma capacidade maior de regeneração e seriam mais eficazes no tratamento. Mas isso é algo que a medicina ocidental ainda não testou em humanos.
“O grande problema desse trabalho é a falta de transparência. Quer dizer, esse é um médico que começou a fazer um procedimento em pacientes, cobrando, e sem mostrar os seus dados para a comunidade científica. Então, aquilo é uma caixa-preta”, alerta Lygia Pereira, geneticista da USP.
A família de Daniela está desembolsando R$ 40 mil para uma operação sem garantia de sucesso.
“As pessoas estão pagando para ser, na verdade, animais de experimentação, cobaias”, diz Lygia.
Raphael, um amigo de Daniela, foi à clínica do doutor Huang, em Pequim, e gravou um vídeo. Ele encontrou um jovem romeno que sofria de paralisia. Ele teria voltado a andar depois do tratamento.
“Você não podia andar quando chegou?”, pergunta Raphael.
“Eu podia dar dois ou três passos, nada mais”, responde o romeno.
No Brasil, Alberto se divide entre a dúvida de um médico e a fé de um pai.
“O grande motivo dessa nossa viagem é que ela acredite na recuperação dela. E que ela acredite que existem caminhos”, diz Alberto.
Neste domingo à noite, Daniela e o pai embarcaram para Pequim, acompanhados de uma técnica de enfermagem. A estudante vai ficar pelo menos 15 dias internada, e o Fantástico vai acompanhar essa história na China.
“Eu tenho certeza que vou voltar a andar. É o que me faz estar viva. Eu vi uma luz no fim do túnel, uma luz de esperança”, comenta Daniela.
Fonte: Fantástico
Link da reportagem: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL743421-15605,00-BRASILEIRA+FARA+TRATAMENTO+COM+CELULASTRONCO.html
Cadeira de rodas off-road encara superfícies com terra e areia
Protótipo foi desenvolvido por estudante de engenharia.
Ele queria que seu pai, doente, pudesse se locomover com liberdade.
A recém-criada Rehab Ideas começou a fazer testes com sua cadeira de rodas off-road, que permite a pessoas com limitações físicas encararem terrenos irregulares. O produto, que será vendido por essa mesma empresa, foi criado pelo estudante de engenharia Travis Watkins: ele queria que seu pai, doente, pudesse se locomover com mais liberdade.

Estudante Christopher Rhoades testou a cadeira de rodas na Universidade de South Florida, em agosto. À direita, o diretor-executivo Stephen Sundarrao, da Rehab Ideas. (Foto: AP)
Fonte: Portal G1
Link da notícia: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL745222-6174,00-CADEIRA+DE+RODAS+OFFROAD+ENCARA+SUPERFICIES+COM+TERRA+E+AREIA.html
Paraplégicos voltam a andar com máquina
Fantástico conversa com pacientes que estão testando aparelho.
Uma invenção, apresentada esta semana, devolve a esperança a milhares de pessoas. É a máquina de andar, capaz de devolver a paraplégicos a capacidade de ficar em pé e caminhar. Ela vem de Israel. O repórter Alberto Gaspar conversou com pacientes que estão testando o aparelho.
Os ruídos lembram os robôs da ficção científica. E foram mesmo os recursos da ciência robótica que tornaram este equipamento possível. Uma máquina de andar,
uma revolução num mundo onde movimentos fundamentais são difíceis, penosos.
Paraplégicos precisam se mover, na vertical, para evitar doenças cardíacas, ósseas, pulmonares, ou ainda dores intensas. Até agora, só contavam com equipamentos fixos, para exercícios em esteiras.
A nova máquina, chamada rewalk, ou reandar, permite muito mais. O equipamento agora está na fase de testes clínicos, num hospital de Israel. Estão sendo estudados principalmente possíveis efeitos colaterais. Um paciente ainda está em suas primeiras sessões. É um jovem de 20 anos, que perdeu os movimentos num acidente de moto.
Presenciamos a primeira vez em que Nihan andou não somente entre as barras, mas se aventurou fora delas, com auxílio de muletas.
“O começo foi muito assustador”, ele nos confessou, mas disse que, depois, a sensação é de liberdade.
O repórter perguntou a ele qual seria o primeiro passeio que ele gostaria de fazer por conta própria, no futuro.
“Ir ver meu time de futebol preferido jogar”, ele respondeu.
O diretor do hospital está entusiasmado com os resultados dos testes. E diz que o alcance do invento é enorme.
“É um sonho”, ele afirma.
O plano é licenciar a máquina até o ano que vem, e começar a produção em série em 2010. O preço inicial pode ser o de um carro. Uns US$ 20 mil, mais de R$ 30 mil. O primeiro público-alvo seriam os 125 mil paraplégicos dos Estados Unidos, onde as complicações de saúde que o equipamento pode evitar custariam US$ 10 bilhões por ano.
Envolvido com o assunto depois de capotar um carro, há 11 anos, Amit Goffer guarda com carinho o primeiro protótipo. Ele é tetraplégico, e não pode usufruir da própria invenção, mas diz que ainda haverá avanços, e que não perdeu a esperança.
“Nunca me conformei com o fato do homem poder ir à lua e não criar nada melhor do que uma cadeira de rodas”, ele diz.
E completa: “Para o paraplégico, é uma questão de dignidade, de auto-estima”.
Para poder usar o equipamento, uma pessoa precisa ter capacidade para um impulso inicial mínimo, que é interpretado pelos sensores como uma ordem para andar. Mas e uma pessoa com plenos movimentos? O repórter perguntou e pediu para experimentar a máquina. Disseram que seria perigoso.
Segundo o diretor da empresa, o corpo resistiria, instintivamente, aos movimentos da máquina, que é feita para substituir músculos que não funcionam. O repórter poderia se machucar lutando contra ela.
Todos os movimentos são programados. E regulados por um controle no pulso.
Ninguém está tão habituado a eles como Radhi. Israelense de origem drusa, ferido numa batalha no Líbano, na década de 80, ele voltou a andar depois de 20 anos.
Hoje trabalha fazendo demonstrações da máquina que mudou a vida dele. Atravessa ruas, sobe e desce degraus e explica a diferença em relação à cadeira de rodas, por melhor que ela seja.
“Passei 20 anos falando com as pessoas de baixo para cima. Hoje posso conversar com você olhando nos olhos. É uma grande diferença”, diz ele.
Fonte: Fantástico
Link da reportagem: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL743386-15605,00-TETRAPLEGICOS+VOLTAM+A+ANDAR+COM+MAQUINA.html







