Câmara ratifica direitos das pessoas com deficiências
Câmara ratifica direitos das pessoas com deficiências
A votação em Plenário foi acompanhada por portadores de necessidades especiais.
O Plenário aprovou nesta terça-feira a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o seu protocolo facultativo, assinados em Nova Iorque (EUA) em 30 de março de 2007. A matéria, aprovada com 418 votos e 11 abstenções, deve passar por uma segunda votação nominal, depois de cinco sessões, sob a forma do Projeto de Decreto Legislativo 563/08.
O tratado estabelece obrigações para os Estados signatários, na forma de diretrizes e garantias de direitos nas mais diversas áreas. O objetivo é assegurar, à pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades e adaptações necessárias a seu livre acesso a bens, serviços e direitos.
Valor de Emenda
A Constituição prevê que um acordo ou tratado internacional sobre direitos humanos será equivalente a uma Emenda Constitucional se for aprovado, pelas duas Casas do Congresso, com 3/5 dos votos possíveis. Devido ao pedido do Poder Executivo de que a convenção fosse aprovada com esse quorum e, com o apoio conseguido para a tramitação em regime de urgência, o presidente Arlindo Chinaglia decidiu que a matéria poderia ser votada nominalmente para tentar conseguir o status de emenda constitucional.
Antes da votação, deputados levantaram questionamentos sobre a forma de tramitação do texto e sobre o que seria a equivalência prevista na Constituição. Chinaglia explicou que decidiu pelos dois turnos de votação porque não haveria outra forma de dar encaminhamento ao pedido do Poder Executivo, e também por falta de previsão regimental específica sobre os procedimentos de tramitação nesses casos.
Outras votações futuras sobre acordos internacionais sobre direitos humanos para os quais se pretenda equivalência a emenda constitucional deverão ocorrer depois dessa regulamentação.
Minoria e maioria
Pela comissão especial, o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) deu parecer favorável à convenção e ressaltou que defender as minorias significa “preservar os direitos de todos para que a maioria não se torne opressiva”.
O relator lembrou dados do Censo de 2000 segundo os quais o Brasil tem 24,5 milhões de pessoas com deficiência. “Esse número não pára de crescer devido ao aumento no número de acidentes de trânsito e de trabalho. É um ônus que incide também sobre os familiares devido às dificuldades enfrentadas para cuidar dessas pessoas”, afirmou.
Segundo ele, a aprovação do texto com equivalência de Emenda lhe dá hierarquia constitucional e não significa sua incorporação ao texto da Constituição.
Vigência
O texto foi discutido por quatro anos e aprovado por 192 países, mas para entrar em vigor precisa ser ratificado por 20 países. Até o momento, 12 já o ratificaram.
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
Link da notícia: http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121769
ASSINO INCLUSÃO
Tem o objetivo de mobilizar e fomentar a discussão sobre a importância da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assim como de seu Protocolo Facultativo e seu processo pró-ratificação no Brasil. O movimento tem foco na união dos discursos dos grupos engajados nessa luta, valendo-se da competência e da sinergia que os envolve, para obter o resultado almejado, a internalização do referido tratado de direitos humanos no sistema jurídico brasileiro.
Para saber mais acesse:
www.assinoinclusao.org.br
Anômalografado por Carlos
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