SP terá museu que funciona no escuro e usa cegos como guias
Passeio será destinado tanto a quem enxerga bem quanto aos que têm problemas visuais; animais empalhados são atração.
Local deverá ser aberto em oito meses em Indianópolis e não terá janelas; na área será instalado um centro de treinamento de cães-guia.
AFRA BALAZINA
DA REPORTAGEM LOCAL
Em oito meses, São Paulo deve ganhar o Safári Sensorial, museu que funcionará no escuro e forçará os visitantes a usar outros sentidos que não a visão.
O passeio será guiado por cegos e destinado tanto a quem enxerga bem como a quem tem problemas visuais.
Duas casas na rua Diogo Jácome, nas proximidades da praça Cidade de Milão, em Indianópolis (zona sul), serão demolidas para a construção do museu. A área tem 548 m2. O projeto, apesar de ainda não estar fechado, não prevê janelas.
Por meio de uma parceria que a pasta está firmando com a Fundação Zoológico, será oferecido ao público experiências sensoriais com animais empalhados e serão recriados em determinados espaços o seu hábitat. Para conhecer os animais e seus ambientes, as pessoas terão de usar o tato e ouvir os sons.
O objetivo é que o safári seja usado como ferramenta para a educação ambiental e para sensibilização à questão da inclusão de pessoas com deficiência.
“A idéia é discutir o mundo baseado no visual”, diz Renato Corrêa Baena, secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.
A pasta é a autora do projeto do safári. “O intuito é oferecer esse serviço para toda a população: crianças, adolescentes, adultos e, principalmente, para as pessoas com deficiência visual, que poderão compreender de perto como funciona um ecossistema”, diz a secretaria.
A execução da obra ficará por conta da Subprefeitura da Vila Mariana, e os recursos virão da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, que já repassou R$ 500 mil à subprefeitura.
Cães-guia
Na mesma área, na praça Cidade de Milão, será instalado o Centro de Treinamento de Cães-Guia, projeto da secretaria que oferecerá treinamento e doação de cães-guia para pessoas com deficiência visual e cegos. O objetivo é oferecer uma ferramenta de independência e mobilidade para deficientes visuais e cegos e promover a inclusão social da pessoa com deficiência.
“Os animais são grandes socializadores. A praça vai funcionar como um ambiente também para a integração”, afirma o secretário municipal, que é médico e tem pós-doutorado em neurologia.
Por meio de uma parceria com o Centro de Controle de Zoonoses serão realizadas no local campanhas de posse responsável e de possível aproveitamento de animais abandonados como cães de ajuda e companhia para idosos e pessoas com deficiência.
A praça será revitalizada para receber o centro.
Fonte: Folha de São Paulo
Link da noticia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2303200831.htm
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