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Defensores das pesquisas com células-tronco fazem manifestação

Manifestantes abraçaram simbolicamente o STF, um mês após interrupção do julgamento.
Não há previsão para o julgamento ser retomado.

Há exatamente um mês o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão de liberar ou não as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. Foi por causa do pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que quis mais tempo para analisar o caso. Portadores de doenças degenerativas, parentes, vítimas de acidentes, atletas com necessidades especiais e representantes de 50 entidades, todos favoráveis à liberação, decidiram marcar a data com uma manifestação no Supremo Tribunal Federal.

0  14388066 00 - 0  14388066 00 Manifestantes protestaram em frente ao prédio do STF, em Brasília (Foto: Agência Brasil)

Movimento semelhante também acontece em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. O ministro que pediu vista da ação ainda não concluiu o voto. Não há previsão de quando o julgamento será retomado. Os ministros têm de decidir se laboratórios e cientistas podem realizar pesquisas científicas com o uso dessas células, como permite a Lei de Biossegurança. Aprovada pelo Congresso Nacional em 2005, ela foi alvo de Ação Direta de Inconstitucionalidade do então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles.

A lei permite as pesquisas com células-tronco embrionárias congeladas por mais de três anos, desde que os doadores dos embriões autorizem. Quem discorda considera que a liberação das pesquisas fere a proteção constitucional do direito à vida e à dignidade da pessoa.

“As células-tronco adultas dão muito mais resultado. Existe um jogo que no momento está 73 a zero. São 73 doenças que já têm teste clínico com células adultas e as embrionárias, até hoje, em 20 anos de estudo em países onde isso é permitido, só geraram câncer em camundongos”, contou a professora da Universidade de Brasília, Lenise Garcia.

Capacidade regenerativa

As células-tronco retiradas de embriões têm a capacidade de se transformar em qualquer tecido do corpo. Os interessados nas pesquisas consideram que as células podem tratar doenças que hoje não têm cura.

“A gente quer que a comunidade científica brasileira possa continuar trabalhando. A gente sabe que esse trabalho pode não ter resultado para agora. Mas eu acredito que mesmo que a minha geração não seja beneficiada, ainda que a gente consiga salvar uma vida nos próximos 20 anos, todo esse esforço já valeu a pena”, argumentou a coordenadora do Movimento Pela Vida, Gabriela Costa.

A manifestação terminou com um abraço simbólico no STF. “É preciso dar um pontapé inicial. Mesmo porque, o nosso país ficará atrasado nesse tipo de pesquisa e pode deixar de beneficiar inúmeras pessoas”, lembrou outra manifestante.

Fonte portal: G1
Link da noticia: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL389364-5603,00-DEFENSORES+DAS+PESQUISAS+COM+CELULASTRONCO+FAZEM+MANIFESTACAO+NO+DF.html

 

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