A importância da Cadeira de Rodas

(Por Tabata Contri)
Embora no começo seja difícil aceitar, a cadeira de rodas é muito importante para a locomoção do cadeirante.
Quando se dão conta disso, tudo fica mais fácil. Aos poucos se sente a necessidade de uma cadeira melhor, mais leve e mais ágil.
Pouca gente sabe, mas a cadeira de rodas tem tamanho, e quanto melhor tiradas as medidas e mais personalizada for, melhor para sua qualidade de vida. É como uma calça jeans, que se não tiver na medida certa não irá vestir bem. A cadeira certa é qualidade de vida.
Cadeira de rodas também tem cor e tem que combinar com a pessoa que a usa, isso também faz bem para a nossa auto-estima.
Com certeza com a medida certa e a cor preferida, a auto-estima do cadeirante estará em alta, e ele poderá se locomover sozinho.
O tetraplégico talvez precise de uma cadeira motorizada, pois não tem musculatura preservada e movimentos nos membros superiores. Mas também é importante, dependendo do nível da lesão, ter uma cadeira manual, ele também pode conseguir tocar a própria cadeira isso lhe dará autonomia.
Já o paraplégico ficará mais independente com a cadeira manual, pois tem musculatura preservada, tem movimento e com isso conseguirá desmontar e montar sua cadeira de rodas sozinho para limpar ou guardá-la no carro. Tocar a cadeira é importante para o desenvolvimento de seus membros superiores. Eles se tornarão “sarados”.
INDEPENDÊNCIA é essa a definição para a cadeira de rodas. Com certeza com ela o cadeirante é mais independente.
Além da cadeira de rodas existem várias adaptações que facilitam e tornam mais independentes os usuários de cadeira de rodas. Por exemplo, temos uma amiga que é “tetra” e usa adaptações para passar o batom e o rímel. É importantíssimo cuidar da aparência não é porque é cadeirante que deve ser descuidado, muito pelo contrário.
Existem adaptações para tudo, escrever, comer, escovar os dentes, tirar fotos e até tocar gaita.
Quanto custa?
Pra ter uma cadeira de rodas boa é preciso investir, no começo da lesão ninguém quer gastar dinheiro com uma cadeira, pois não sabe por quanto tempo irá usá-la.
Quanto você pagaria numa bicicleta? Uns R$ 400,00?
Uma cadeira de rodas boa, nacional, custa entre R$ 1.500,00 e R$ 2.500,00, não é barato ser cadeirante e muita gente não tem grana e acaba usando qualquer cadeira e qualquer tamanho, isso quando possui uma cadeira.
Isso impede o desenvolvimento do cara, sua reabilitação, sua auto-estima, sua independência, enfim, sua vida.
O que você pode fazer para ajudar?
Nós do Movimento SuperAção temos o projeto “doação”, onde identificamos a pessoa que realmente precisa e com o dinheiro arrecadado com as vendas da camiseta do dragão e do Cd (Movimento SuperAção apresenta) poderemos juntos ajudar muita gente.
Preconceito
Infelizmente ainda existe muito preconceito, mas sabe qual é o pior de todos?
É o auto preconceito.
Enquanto o cara não se aceitar, ele verá preconceito em todos, quando andar na rua vai achar que todos estão olhando pra ele só porque usa cadeira de rodas, vai ser negativo em tudo. Às vezes quando o cara sofre um acidente, por exemplo, alguns amigos se distanciam, mas às vezes a própria pessoa cria uma barreira. Se o cara não contar para os amigos que pode ter uma vida normal, pode ir pra balada, pode estudar, pode namorar, eles não vão saber, porque a gente vem de uma sociedade mal educada, onde deficiente é doente o que não é verdade. Deficiente tem uma deficiência e ponto, é capaz de exercer seus direitos e deveres, desde que tenha uma ambiente acessível para ele.
Antigamente o deficiente era considerado invalido, incapaz.
Antigamente existia na escola a sala dos “normais” e a sala dos especiais, criava-se uma distância enorme entre os alunos considerados “normais” e os alunos com alguma deficiência.
Até hoje algumas escolas convidam o aluno a se retirar e alegam não ter recursos para aceitar aquele aluno.
Antigamente algumas famílias escondiam seus filhos deficientes por vergonha.
Deficiência não é vergonha, preconceito sim.
Anômalografado por Tabs ; )
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22 respostas para “ A importância da Cadeira de Rodas ”
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19 de Outubro de 2007 @ 13:51
Como cadeirante há muitos anos, concordo com você que é muito importante escolher a cadeira certa e nem sempre é fácil saber qual a cadeira
que melhor se adapte a cada um. Também é dificil trocar de cadeira. Existe um tempo para se adaptar a uma nova cadeira mas depois vai , e como vai.
Beijos!!!
19 de Outubro de 2007 @ 15:15
Adorei o texto da Tabata…e concordo plenamente com ela,a partir do momento em que nós nos aceitamos,nem vemos preconceito!!!
Mas infelizmente a sociedade nos considera como “coitadinhos”,mas nao importa o importante é estarmos felizes aproveitando a vida muito mais que os “normais”.
É isso ae Deficiencia nao é vergonha,preconceito sim.
BJus
Ciça
20 de Outubro de 2007 @ 18:50
Muito esclarecedor o seu texto!!! Muitas vezes o preconceito está com o próprio cadeirante ou na família, graças a Deus isso não acontece com a gente. Comprei para minha filha uma cadeira nova com medidas corretas, cor que ela escolheu, almofada importada, td que ela tinha direito e nossa, fez muita diferença!!! Obrigada pelas dicas Tábata. Bjus
21 de Outubro de 2007 @ 20:39
Adoro ler o que vc escreve, sempre !!!
beijokas
21 de Outubro de 2007 @ 22:21
Eu não uso cadeira de rodas mas já comprei duas para minha filha tem um texto na revista eletronica sentidos chamado primeiro passo que mostra quanto foi importante para mim encontrar a cadeira correta para minha filha.
um beijo Henrique
22 de Outubro de 2007 @ 15:26
Oi Tabs,
Jamais me esquecerei do dia em que a conheci ao comprar minha primeira cadeira sob medida. Simplesmente minha qualidade de vida mudou radicalmente para melhor!!! Hoje sei da importância de termos uma cadeira que se adeque ao nosso biotipo e devo isso a você. :)
Seu texto foi muito esclarecedor e bem escrito… parabéns!
Beijos do amigo,
Rodrigão
22 de Outubro de 2007 @ 18:07
Tabata ,
Adorei seu texto , falar com propriedades desta “tão amiga cadeira de rodas”que nos liberta e não nos condena . Ela não tem nada ha ver com isso , aquela frase conhecida “Preso á uma cadeira de rodas ” . Vamos enaltecer , ela nos liberta …
Um beijo linda ,
Paulinho
Paulinho
23 de Outubro de 2007 @ 09:03
Para mim a cadeira de fotos virou objeto de moda nas minhas fotos … o andar sobre rodas e muito mas rápido do que meu prórpio caminhar.
Kica de Castro
Fotógrafa
29 de Outubro de 2007 @ 13:44
Oi,ótimo texto.
assino em baixo de tudo q vc falou
parabens
29 de Outubro de 2007 @ 17:29
Para mim a cadeira de rodas virou objeto de moda nas minhas fotos … também descobri que o andar sobre rodas e muito mas rápido do que o meu próprio caminhar.
Kica de Castro
Fotógrafa
13 de Novembro de 2007 @ 09:49
Tabs..
“Meu andar sobre rodas” de minha autoria traduz exatamente tudo oque penso e oque sinto sbre a cadeira de rodas.
Ela tem que ser bonita, confortavel e com um toque de personalidade de quem a usa pra substituir a visao inicial mascarada pelo preconceito, associação com doença e invalidade.
A cadeira de rodas é pra quem usa parte de si e pra quem a vê com esta percepção do usuário parte integrante da individualidade .
Filosofico né? Mas realista.
Abrcs, Parabens pelo texto.
Tatiana Rolim
20 de Novembro de 2007 @ 22:40
Parabens pelo projeto!
Gostaria de saber mais sobre doação de cadeira de rodas, pois meu pai teve AVC e não pode se locomover sozinho, Nos estamos inscrevendo ele no projeto Atende para que ele possa participar e interagir com outras pessoas, bom ele é aposentado e não pode comprar uma cadeira nova.E a cadeira que ele esta utilizando é emprestada, e não esta em boas condições.Gostaria de saber como ele pode ser beneficiado com este programa de voces.
23 de Novembro de 2007 @ 23:30
Oi Helena! Precisamos captar recursos para a cadeira do seu pai!
Você já tem prescrição de uma terapeuta?
2 de Dezembro de 2007 @ 15:34
Gostei muito do seu texto!
Sou professor de Ed. Física e tambem trabalho com bicicletas. Pois bem, um cadeirante me pediu para montar rodas para sua cadeira e a medida é aro 25, agora se eu montar suas rodas com a medidada 24 ou 26 alterará muito na ergometria?
Obrigado.
2 de Dezembro de 2007 @ 16:35
Olá Ailton!!!
Vai alterar um pouco sim, mas a roda 25 é difícil demais de achar, a 26 é esportiva, não se encontra em todo o lugar, e a 24 é a mais fácil de achar!
Acho que vocês vão ter que testar, claro que ele vai estranhar um pouco, mas, quem sabe ele não se adapte talvez ele curta muito mais!
Bjão!!
Tabs! ;)
31 de Dezembro de 2007 @ 20:27
Tabata Contri ! Eu sou fan desta garoto Adorei o texto dela ela esta correta Prabéns!!!!!!!
17 de Janeiro de 2008 @ 13:22
Yudiro Bitencourt ,sou portador de uma doença chamada DISTROFIA MUSCULAR
Preciso de todos amigos e amigas que possa me ajuda qualquer valor será bem vindo de coração mesmo.
Pode ser R$1,00,R$5,00,R$10,00 ou ate mais será bem vindo de coração mesmo.
esse dinheiro para eu compra cadeira de roda motorizado e bicicleta ergométrica.
cada um ajuda com pouco vai me ajuda muito pois,
preciso dessa 3 coisa mesmo para pode fazer meu tratamento porque precisa da cadeira de roda motorizado.
Meu ajuda
Necessidade;
cadeira de roda motorizado
bicicleta ergométrica
inalador
Conta Bancária:
BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA 0210-0
CONTA CORRENTE 26.604-3
TITULAR:YUDIRO BITENCOURT
Tel(034)88098865
http://fotolog.terra.com.br/yudiro
YUDIRO.BITENCOURT@YAHOO.COM.BR
* Cadeira de roda motorizada:
( http://www.orkut.com/AlbumZoom.aspx?uid=14065802249992608593&pid=1199821516035&aid=1199796213 )
Seria sentir novamente liberdade! Significa poder me locomover,
ir para onde quero mesmo sem ajuda.
11 de Abril de 2008 @ 22:31
[…] Corri ao Dr. Google para inspirar-me em algo e logo deparo-me com o site do Movimento SuperAção e onde, logo ao usar a barra de rolagem deparei-me com um texto simples e bem voltado pra realidade do cadeirante escrito por Tábata com a qual, Camilinha esteve em São Paulo num ensaio especial do grupo A Oficina dos Menestréis […]
1 de Maio de 2008 @ 08:05
oi pessoal.!!!meu nome é Elza,sou estudante de Terapia Ocupacional,preciso fazer uma pesquisa sobre os problemas encontrados nas cadeiras de rodas.O que precisa ser mudado?tanto do ponto de vista do cadeirante como do acompanhante.
abçs
6 de Maio de 2008 @ 20:08
Tabata gostei muito da sua materia,te adimiro muito !
gostaria de me comunicar com voce,um grande
beijo e um abraço abertado……………..
9 de Junho de 2008 @ 17:30
Gostaria de saber, com urgência qual o número de pessoas sem cadeira de roda no Brasil. Obrigada, Cristiane
30 de Junho de 2008 @ 12:18
Meu irmão sofreu um acidente de moto ao desviar de uma criança está tetraplegico, estamos nos adptaando mas é muito difícil, pedimos doações para comprarmos a cadeira eu ganhei uma. mas p/ ele t~em que ser reclinável o interessante é que mesmo na cadeira comum as vezes ele consegue empurrar há possibilidade de um tetra torna-se para?