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Câmara ratifica direitos das pessoas com deficiências

Câmara ratifica direitos das pessoas com deficiências

Diógenis Santos
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A votação em Plenário foi acompanhada por portadores de necessidades especiais.

O Plenário aprovou nesta terça-feira a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o seu protocolo facultativo, assinados em Nova Iorque (EUA) em 30 de março de 2007. A matéria, aprovada com 418 votos e 11 abstenções, deve passar por uma segunda votação nominal, depois de cinco sessões, sob a forma do Projeto de Decreto Legislativo 563/08.

O tratado estabelece obrigações para os Estados signatários, na forma de diretrizes e garantias de direitos nas mais diversas áreas. O objetivo é assegurar, à pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades e adaptações necessárias a seu livre acesso a bens, serviços e direitos.

Valor de Emenda
A Constituição prevê que um acordo ou tratado internacional sobre direitos humanos será equivalente a uma Emenda Constitucional se for aprovado, pelas duas Casas do Congresso, com 3/5 dos votos possíveis. Devido ao pedido do Poder Executivo de que a convenção fosse aprovada com esse quorum e, com o apoio conseguido para a tramitação em regime de urgência, o presidente Arlindo Chinaglia decidiu que a matéria poderia ser votada nominalmente para tentar conseguir o status de emenda constitucional.

Antes da votação, deputados levantaram questionamentos sobre a forma de tramitação do texto e sobre o que seria a equivalência prevista na Constituição. Chinaglia explicou que decidiu pelos dois turnos de votação porque não haveria outra forma de dar encaminhamento ao pedido do Poder Executivo, e também por falta de previsão regimental específica sobre os procedimentos de tramitação nesses casos.

Outras votações futuras sobre acordos internacionais sobre direitos humanos para os quais se pretenda equivalência a emenda constitucional deverão ocorrer depois dessa regulamentação.

Minoria e maioria
Pela comissão especial, o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) deu parecer favorável à convenção e ressaltou que defender as minorias significa “preservar os direitos de todos para que a maioria não se torne opressiva”.

O relator lembrou dados do Censo de 2000 segundo os quais o Brasil tem 24,5 milhões de pessoas com deficiência. “Esse número não pára de crescer devido ao aumento no número de acidentes de trânsito e de trabalho. É um ônus que incide também sobre os familiares devido às dificuldades enfrentadas para cuidar dessas pessoas”, afirmou.

Segundo ele, a aprovação do texto com equivalência de Emenda lhe dá hierarquia constitucional e não significa sua incorporação ao texto da Constituição.

Vigência
O texto foi discutido por quatro anos e aprovado por 192 países, mas para entrar em vigor precisa ser ratificado por 20 países. Até o momento, 12 já o ratificaram.

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
Link da notícia: http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121769

ASSINO INCLUSÃO

Tem o objetivo de mobilizar e fomentar a discussão sobre a importância da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assim como de seu Protocolo Facultativo e seu processo pró-ratificação no Brasil. O movimento tem foco na união dos discursos dos grupos engajados nessa luta, valendo-se da competência e da sinergia que os envolve, para obter o resultado almejado, a internalização do referido tratado de direitos humanos no sistema jurídico brasileiro.

Para saber mais acesse:
www.assinoinclusao.org.br

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AACD – OSASCO FORNECE PRODUTOS ORTOPÉDICOS GRATUITAMENTE

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A Ortopedia da unidade Osasco foi
credenciada pela Secretaria da Saúde do
município para a doação de produtos
ortopédicos.
O objetivo da parceria é reduzir a fila de
espera para a doação de equipamentos como
cadeiras de rodas, bengalas, palmilhas
ortopédicas, coletes, próteses, cadeiras de
banho, muletas, andadores e calçados
ortopédicos.
Para mais informações entre em contato com
a AACD Osasco pelo telefone: 11 3604-5176.
OBS: A apresentação da prescrição médica
do produto é obrigatória.

Av. Getúlio Vargas, 1150
Jd. Piratininga - Osasco - SP

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Atendimento a deficiente tem melhorado no país, de acordo com Ministério da Saúde

DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar da fila de 1 milhão de pessoas à espera de órteses e próteses, o Ministério da Saúde informa que o atendimento aos deficientes no país tem melhorado tanto em número de serviços de reabilitação como em investimentos em aparelhos.

Segundo a área técnica do setor de Saúde da Pessoa com Deficiência, os serviços de atenção à saúde auditiva tiveram sua rede aumentada em 236%, entre 2005 e 2008 (de 38 para 128). Já a rede de reabilitação física cresceu 41%, de 2002 a 2008 (de 102 para 144).

Em relação à oferta de órteses e próteses, o incremento foi da ordem de 65% de 2002 a 2007, segundo a pasta: em 2007, foram gastos R$ 56,6 milhões para 195.148 procedimentos. Em 2002 foram 118.211 procedimentos e um total de R$ 35,8 milhões.

Com procedimentos ambulatoriais de atendimento em saúde auditiva foram gastos R$ 144,1 milhões em 2007 e com procedimentos visuais, no mesmo ano, R$ 3,31 milhões.

A previsão do ministério é atender, nos próximos três anos, à demanda de 1 milhão de deficientes com o fornecimento de órteses e próteses e de reabilitação. Segundo a diretora adjunta do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do ministério, Lena Peres, a expansão leva em conta as pessoas com deficiência física, auditiva ou visual no Brasil em condições sociais mais vulneráveis e com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

Entre elas estão as que recebem o beneficio de prestação continuada da Assistência Social, pessoas com deficiência incluídas no programa Bolsa Família e escolares com deficiência em processo de inclusão escolar. Peres afirma que, com a implantação do Programa Nacional de Órteses e Próteses, que ainda vai ser pactuado com gestores estaduais e municipais, será possível visualizar a real demanda por região.

Segundo a diretora, as redes estaduais de serviços de reabilitação estão em condições diversas de implantação. No geral, os serviços de reabilitação física estão com 65% de implantação, e os de reabilitação auditiva, em 83%.

Fonte: Folha de São Paulo
Link da noticia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1205200813.htm

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1 milhão de deficientes no Brasil esperam por próteses

Dados são de estudo do Ministério da Saúde; demora chega a três anos em Goiás

Fila inclui ainda espera por órteses (cadeira de rodas e aparelhos auditivos); na AACD de SP, 1.600 crianças aguardam prótese ou órtese.

Joel Silva/Folha Imagem
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REABILITAÇÃO Jeancarlo Ravizzoni, deficiente que tem prótese
de joelho em uma perna, durante a Feira Internacional de Tecnologia
em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, realizada no mês de abril
em São Paulo

CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL

O Brasil tem ao menos 1 milhão de deficientes físicos, auditivos e visuais esperando por órteses e próteses, revela um levantamento do Ministério da Saúde no qual o governo federal estabeleceu metas para a saúde no período 2008-2011.

São pessoas que necessitam de órteses (aparelhos auditivos e cadeira de rodas, por exemplo) ou próteses (como pernas mecânicas) já identificadas pelas secretarias estaduais ou municipais de saúde, as que estão em filas de espera e também a demanda reprimida.

Em Estados como Goiás e o Amazonas, a demora por órteses e próteses chega a três anos, segundo grupos de pacientes com artrite e diabetes. A artrite desgasta e inflama as articulações, tirando a mobilidade do corpo. A diabetes pode levar à amputação de membros.

Em São Paulo, o governo estadual nega que haja filas de espera para esses equipamentos, mas instituições que lidam com deficientes, como a Santa Casa de São Paulo e a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), confirmam a dificuldade que os doentes têm para ter acesso a eles.

Só na AACD, 1.600 crianças -a maioria com paralisia cerebral- aguardam uma órtese, prótese ou cadeira de roda. Outras 32 mil -50% moradoras de São Paulo- estão esperando a vez para o primeiro atendimento, segundo Eduardo de Almeida Carneiro, presidente voluntário da entidade.
“A fila da AACD nunca diminui. Ela pode, no máximo, acelerar na velocidade”, diz ele. A entidade atende 2.500 crianças por dia, 86% vindas do SUS.

O garoto Felipe Alves Amorim, 6, vítima de má-formação congênita, é uma delas. Ele espera há um ano novas próteses para as pernas porque as que usa hoje já estão pequenas. Ainda assim, Felipe anda, joga bola, faz capoeira, natação e adora videogame. “Apesar da deficiência, meu filho é uma criança muito feliz”, diz a mãe, Daniela Silva Alves Amorim.

Demanda

Para Carneiro, as filas de espera não refletem a demanda porque muita gente desiste de esperar ou nem entra no cadastro dos serviços porque sabem que a demora será longa. Em São Paulo, estima-se que 40% dos 5 milhões deficientes estejam fora do sistema de saúde.

Na Santa Casa de São Paulo, os pacientes amputados recebem tratamentos de reabilitação nas fases aguda e ambulatorial, mas, para colocar a prótese, vão para outros serviços do SUS, onde enfrentam filas.

No serviço de reabilitação, os acidentes de trânsito, especialmente com motociclistas, são a principal causa de amputações ou de lesões medulares.

Além da dificuldade para obter uma prótese ou órtese, há também problemas de manutenção. Segundo a Abotec (Associação Brasileira de Ortopedia Técnica), 60% dos pacientes abandonam as próteses de uso externo, principalmente a de braços e pernas, porque não se adaptam a elas. Isso aconteceria por falta de ajustes e de manutenção dos aparelhos.

A falta de reabilitação adequada pode trazer seqüelas graves e riscos aos pacientes.

Fonte: Folha de São Paulo
Link da noticia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1205200812.htm

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SP unificará fila para reabilitação de deficientes

DA REPORTAGEM LOCAL

O Estado de São Paulo terá filas únicas de deficientes físicos, auditivos e visuais que estão à espera de tratamentos de reabilitação ou de equipamentos como órteses, próteses e cadeiras de roda. O sistema começa em setembro e será similar ao da área de transplantes.

Segundo Linamara Batistela, secretária estadual das Pessoas com Deficiência, as filas únicas da reabilitação serão regionalizadas e estarão on-line.

O objetivo é dar transparência ao sistema e agilizar o atendimento ao deficiente. “É a mesma lógica da fila de transplantes. Os pacientes vão ter acesso e o Ministério Público Estadual vai controlar.”

Hoje, por falta de organização do setor, é comum os pacientes se inscreverem em dois ou três serviços porque não acreditam que serão atendidos. “Ou ficam migrando de um serviço para o outro com cartinhas na mãos que dizem que precisam disso e daquilo”, afirma.

Ao mesmo tempo, diz Batistela, o sistema único vai evitar que as instituições inflacionem seus pacientes na fila de espera para obter mais recursos.
“Não é mais possível a gente viver da miséria humana. Agora, vamos ter a dimensão real da deficiência.” Ela refuta as afirmações sobre filas de espera para órtese e prótese. “Nossa fila é zero.”

A fila única regionalizada da reabilitação vai funcionar da seguinte forma: o paciente é inscrito na fila tão logo deixe o hospital ou, se a deficiência for antiga, deverá procurar uma unidade de saúde para ser inscrito. Ele poderá escolher de qual serviço será paciente -o que estiver mais próximo da sua casa ou o primeiro que tiver vaga, por exemplo.

“Na hora que ele for chamado, a entidade terá que dar conta de tudo: da órtese, da prótese, da cadeira de roda, da cadeira de banho, da fisioterapia, da reabilitação. Tem que continuar a acompanhar o paciente porque ele vai continuar tendo necessidades”, diz Batistela.

Na opinião do promotor Júlio Cesar Botelho, do Grupo de Proteção à Pessoa Portadora de Deficiência, a fila única evitará injustiças. “Hoje, dependendo de onde o deficiente busca ajuda, há demora no atendimento. A idéia é tornar harmônico o processo não só na cidade de São Paulo, mas no Estado.”

Além disso, explica Botelho, o cadastro único vai possibilitar um atendimento integral ao paciente. “Não será mais aquela história de a primeira-dama entregar 40 cadeiras de roda, mas, se o deficiente precisar de uma adaptação na cadeira, ele não consegue”, diz.
Situações como essa, diz, são freqüentes e às vezes agravam a saúde dos deficientes porque cadeiras de roda mal-ajustadas podem provocar feridas, por exemplo. (CC)

Fonte: Folha de São Paulo
Link da noticia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1205200814.htm

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Centros de recrutamento de SP têm 468 vagas para deficientes

Maior número de ofertas é para os setores de telemarketing e administrativo.
Os salários variam de R$ 489 a R$ 1.127.

As sete unidades do Centro de Apoio ao Trabalho, da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo, seleciona até esta sexta-feira (9) 468 deficientes para atuar em diversos segmentos. O maior número de ofertas é para os setores de telemarketing e administrativo.

Mais de 70% das ofertas são exclusivas para trabalhadores que possuam o 2º grau completo e conhecimentos de informática.

Os salários variam de R$ 489 a R$ 1.127. Para profissionais sem experiência são 331 chances, todas de auxiliares (linha de produção, administrativo, de escritório, embalador, operador de supermercado, entre outros).

O contrato é regido pelas normas da Consolidação das Leis Trabalhistas e os benefícios oferecidos pelas empresas são ticket alimentação, assistência médica, seguro de vida, vale transporte, além de opcionais como assistência odontológica.

Os interessados em participar do processo seletivo podem comparecer a uma das sete unidades de atendimento dos CATs (veja endereços abaixo) ou realizar o cadastro por intermédio do Programa Inclusão Eficeiente no portal da prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br/eficiente

As unidades funcionam das 7h às 16h, de segunda a sexta-feira, com exceção do CAT Luz, que fica aberto até às 18h.

Endereços:
Zona Sul / Interlagos
Avenida Interlagos, 6.122

Zona Leste / Itaquera
Rua Gregório Ramalho, 12

Zona Oeste / Lapa
Rua Catão, 312

Zona Norte / Santana
Rua Voluntários da Pátria, 1553

Zona Sul / Santo Amaro
Rua Barão do Rio Branco, 864

Zona Central / Liberdade
Rua Galvão Bueno, 782

Zona Central / Luz
Rua Prestes Maia, 913

Fonte: Portal G1
Link da noticia: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL462738-9654,00-CENTROS+DE+RECRUTAMENTO+DE+SP+TEM+VAGAS+PARA+DEFICIENTES.html

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O teste da cara-de-pau

Veja São Paulo flagrou motoristas sem problemas de mobilidade que estacionaram em vagas reservadas para deficientes físicos. Um projeto de lei pretende punir os estabelecimentos que não coíbem esse desrespeito

Por Giovana Romani 07.05.2008

Fotos Raul Zito
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Uma psicóloga sem deficiência alguma pára no Extra da Marginal Pinheiros, sábado (26), 17h30: “É uma questão de praticidade. Faço umas comprinhas e não tenho de empurrar o carrinho até lá longe”

Sábado, 26 de abril. Em apenas 45 minutos, sete carros utilizaram quatro vagas reservadas para deficientes físicos no estacionamento do hipermercado Extra da Marginal Pinheiros. Nenhum dos motoristas tinha problema de mobilidade. Era só cara-de-pau mesmo. Desde 1992, uma lei municipal exige que estacionamentos coletivos com mais de dez vagas reservem 3% delas para deficientes físicos. Muita gente que usa esses espaços indevidamente considera a porcentagem exagerada. Não é. Na cidade de São Paulo, calcula-se que existam 416 000 pessoas com algum tipo de deficiência física ou motora, ou seja, 4% dos 10,8 milhões de habitantes do município. “O porcentual de vagas é proporcional ao da população com deficiência”, diz Silvana Cambiaghi, arquiteta da prefeitura especializada em acessibilidade. “Levamos em conta ainda os cadeirantes que visitam a cidade para tratamento ou para lazer.”

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Integrante do coro da Osesp, no estacionamento da Sala São Paulo, domingo (13), 17h15: “Como o concerto começou, quem precisa dessa vaga já deve ter chegado”

Hoje, quem decide desrespeitar o próximo e parar nessas vagas não sofre nenhuma punição. Isso porque os agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não podem autuar em locais privados, e os seguranças dos prédios não têm poder de polícia para multar os motoristas espertalhões. A vereadora Mara Gabrilli (PSDB), tetraplégica há treze anos, quer acabar com esse tipo de incivilidade. Ela é autora de um projeto de lei – aprovado na Câmara e à espera de sanção do prefeito Gilberto Kassab – que prevê multa de 1 000 reais ao estabelecimento por veículo estacionado irregularmente. “Eu acho um absurdo ter de propor uma lei dessas”, afirma Mara. “As pessoas deveriam ser guiadas pelo bom senso.” A idéia é que os shoppings, hipermercados, teatros e outros locais passem a fiscalizar quem pára em suas dependências. Todo carro que estiver sem o cartão DeFis, emitido pelo Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) aos portadores de deficiência física permanente ou temporária, e estacionar em vagas reservadas será considerado fora da lei. Assim como já acontece nas 356 vagas especiais disponíveis nas ruas paulistanas. Em vias públicas, a permanência do veículo sem o cartão é passível de multa de 53,20 reais.

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Grávida de quatro meses no Shopping Market Place, sábado (26), 18h15: ela poderia estacionar em uma das quatro vagas preferenciais para gestantes disponíveis

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Carro deixado em frente a duas vagas demarcadas no Center Norte, sábado (12), 17h: “O shopping não tem poder legal para multar ou coibir esse tipo de desrespeito”, diz, em nota, a administração

“É uma questão de praticidade. Faço umas comprinhas e não tenho de empurrar o carrinho até lá longe”, disse uma mulher que se identificou como psicóloga e estacionou em uma das vagas reservadas do Extra da Marginal Pinheiros, no sábado 26. “Esses locais estão sempre vazios”, afirmou um homem que havia parado ali pouco antes. No hipermercado, das 1 300 vagas, quarenta são destinadas aos deficientes físicos. “O desrespeito faz com que muitos de nós deixemos de sair às ruas”, diz Mara. Das 7 000 vagas do Shopping Center Norte, 111 são exclusivas para portadores de deficiência. A sinalização é boa, mas uma parte da clientela finge que não vê. No sábado 12, Veja São Paulo flagrou dez atos de desrespeito em uma hora. Em nota oficial, a administração afirma que “a equipe do shopping é treinada para orientar o cliente, conscientizando-o para que as vagas sejam utilizadas corretamente, mas não tem poder legal para multar”.

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Depois de abordado pela reportagem, o motorista retirou o veículo da vaga especial no Center Norte, sábado (12), 14h45: “Não tinha visto que era para deficientes”

As vagas exclusivas não são um privilégio ou capricho. “Trata-se de uma necessidade”, diz Andrea Schwarz. Paraplégica, ela é consultora em acessibilidade e autora do livro Guia São Paulo Adaptada. “Se eu pudesse, pararia o carro em qualquer outro lugar.” Não é por acaso que as vagas destinadas a deficientes físicos são maiores que as comuns – cada uma precisa ter 3,5 metros de largura por 5,5 de comprimento. As medidas permitem que a porta do carro seja completamente aberta e garantem conforto para sair e entrar. Há ainda uma faixa adicional, geralmente demarcada com listras, com largura mínima de 1,2 metro, para a circulação de cadeiras de rodas. Ou seja, não é um espaço a mais para folgados largarem o carro. Essas vagas devem ainda estar localizadas próximo da entrada principal e em área de piso nivelado, firme e estável. A desculpa mais comum daqueles que estacionam em espaços destinados a deficientes é que ficarão ali “apenas cinco minutinhos”. O que eles esquecem é que esse tempo pode fazer diferença. Se um deficiente físico chegar naquele exato momento, não conseguirá desembarcar. E vai constatar que parte da sociedade ainda o exclui.

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Supermercado Sonda, na Água Branca, sábado (26), 15h: carrinhos virados impedem o estacionamento irregular. “Eles esperam que eu desça e tire o carrinho de lá?”, pergunta Andrea Schwarz, paraplégica há dez anos

Fonte: Portal Veja SP
Link da Reportagem: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2059/m0158593.html

Quem tem direito às vagas especiais

• Deficientes físicos ou pessoas com mobilidade reduzida, ainda que o carro seja conduzido por outros

• Anões. O nanismo é considerado uma deficiência física desde 2004

• Quem tem algum membro amputado, mesmo que use prótese

• Idosos e grávidas, mas só se estiverem com dificuldade de locomoção

• Quem usa algum tipo de aparelhagem ortopédica, como bengalas e an-dadores

• Pessoas que tiveram a perna fraturada. Para conseguir o cartão DeFis, é preciso comprovar alto grau de comprometimento por um período mínimo de dois meses

• Deficientes auditivos e visuais não têm direito. As vagas são exclusivas para pessoas com dificuldade de locomoção. Os cegos têm dificuldade de orientação, e os surdos, de comunicação

Fonte: Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV)

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USP ACATA PROPOSTA DA OAB SP PARA CRIAR CURSO SOBRE DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A proposta da criação do curso surgiu dentro da Comissão dos Direitos da Pessoas com Deficiência da OAB SP e quer abranger os demais cursos de Direito do Estado e do País.

A Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB SP obteve uma grande vitória. Foi acatada sua proposta de criação de um curso optativo de graduação em Direito das Pessoas com Deficiência perante o Direito Brasileiro na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). A responsável pela implantação do curso na USP será Eunice Prudente, professora daquela instituição e diretora da Escola Superior da Advocacia.

“ Desde 2006, vimos dialogando com a USP pela implantação do curso, lembrando que há no Brasil 24,5 milhões de portadores de deficiências físicas, sensoriais, mentais e múltiplas com dificuldades para conseguir a inserção na sociedade por desconhecimento de seus direitos expressos na Constituição Federal e na legislação infraconstitucional”, afirma Frederico Gracia, presidente da Comissão da OAB SP.

Para o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, a contribuição acadêmica é fundamental para difundir e sedimentar os direitos das pessoas com deficiência. “ Estes indivíduos devem ver respeitadas as suas diferenças com vistas ao tratamento isonômico garantido por lei”, afirma D´Urso, ressaltando que a proposta da OAB SP é implantar este curso também nas demais faculdades de Direito do Estado e do País.

Fonte: OAB-SP
Link da noticia: http://www.oabsp.org.br/noticias/2008/05/05/4786

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Good Morning São Paulo Mix

Divulgando!!!

Pra quem ficar em Sampa esse fim de semana ai vai uma dica.

A Cia Mix Menestréis volta com um de seus musicais de maior sucesso, o Good Morning São Paulo Mix, para apenas 3 apresentações.

Nos dias 02, 21h00, 03, 21h00 e 04, 20h00, no Teatro Dias Gomes, Domingos de Moraes, 348, perto do metro Ana Rosa.

O elenco é formado por Cadeirantes, Deficientes Visuais e uma galera muito animada.

Todos no mesmo palco se divertindo, contando histórias, etc.

Ingressos com o elenco a R$15,00 e na bilheteria a R$30,00.

Segue um vídeo de apresentação da peça Cia Mix:

Teatro Dias Gomes
Rua Domingos de Morais, 348 - Vila Mariana
informacoes@oficinadosmenestreis.com.br ou Tel. : 11 5575-7472
www.oficinadosmenestreis.com.br

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Movimento SuperAção Apresenta na Reatech

Billy Saga e Projeto Tupã com participação de Paulinho Dias, se apresentaram na Reatech 2008 cantando algumas músicas que está no cd Movimento SuperAção Apresenta.

Movimento SuperAção Apresenta é um projeto que visa contemplar as pessoas com deficiência interessadas em participar do cenário cultural da cidade de São Paulo, produzindo e consumindo cultura, em duas frentes:

1• APOIO A PROJETOS CULTURAIS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Fomentar projetos musicais de pessoas com deficiência e/ou de artistas que abordem o tema da inclusão.

2• FORMAÇÃO DE PÚBLICO
Proporcionar ao público um contato amplo e constante com a arte inclusiva e investir na formação cultural das pessoas com deficiência.

Para ouvir algumas músicas do Cd Movimento SuperAção Apresenta acesse:
http://www.myspace.com/movimentosuperacao

Para adquirir o cd acesse nosso site: www.movimentosuperacao.org.br e consulte a seção “Bazar Virtual”

Segue algumas fotos da apresentação.

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